sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Fotos FUI 23/08

Fotos V Festival Universitário de Inverno dia 23/08
Apresentação Orquestra Chic Xique

Palestrante da noite: Horácio de Almeida

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Fotos V festival Universitário de Inverno de Cuité 22/08

Ação Social: Saúde na Feira






Apresentação do Grupo de Ciranda: Caina dos Criolos de Alagoa Grande

Palestra no Teatro Municipal com o Prof. PHD Dr. Ítalo



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Curso de Xilogravura no Museu do Homem do Curimataú (MHC)


Curso de Xilogravura: no Museu do Homem do Curimataú (turma já fechada)
Juntamente com a Prefeitura Municipal de Cuité, através da Secretaria de Assistência Social, o Campus da UFCG de Cuité no V Festival de Inverno resgata uma arte milenar adotada pelo nordestino: A Xilogravura.
O curso será dado pelo artista plástico Josafá de Orós, da Universidade Federal de Campina Grande.
Veja vídeo sobre o artista http://www.youtube.com/watch?v=-aNQdQm94mE

O curso será realizado nos dias 22, 23 e 24, das 14: às 18:00 no MHC e contará com artistas da Casa dos Artesãos do município de Cuité e alguns poetas de Cuité e região.

O que é xilogravura?
É um processo de gravação em relevo utilizando madeira como matriz, para reproduzir imagens sobre papel.

Para que serve?
Para ilustrar cordéis.

Desde quando se utiliza?
Antes de ser utilizado no Brasil, essa técnica andava o mundo, Egito, persas, China, Índia, entre outros lugares. No Brasil somente após a vinda da família real, essa arte iniciou, (1808) seus primeiros trabalhos eram relacionados à livros, manchetes de impressos etc., se alastrando, chega a apropriação dos artistas da poesia, os cordelistas.

Como se faz? 
Projeta-se, desenha e escuple o taco (uma prancha de madeira) e uma ou mais ferramentas de corte, com as quais se cava a madeira de acordo com o desenho planejado. Interessante que é feito de forma espeçhada, ou seja, nome s e síblos confeccionados ao contrário, por se tratar e o que leva a tinta é a parte superior, uma vez que é esse o desenho a ser reproduzido na Eça e não as cavas.

Saiba mais. http://www.teatrodecordel.com.br/xilogravura.htm
                  http://cordelparaiba.blogspot.com/

Postado em www.ufcg.edu.br/~ces/museu

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Palestras no Museu: Convite


Convidamos todos para as palestras:

1- “Ensino pesquisa e publicação” (dia 25 às 15:00h.)

Será o palestrante, o Professor Antônio Clarindo Barbosa, Doutor, Professor do Curso de História da UFCG em Campina Grande. O prof. Clarindo trabalha na linha de Cultura e Cidades, bem como, é Diretor da Editora desta Universidade.

Será um momento de motivação, reciclagem e diálogo entre todos aqueles que cotidianamente trabalham com a educação, sabem de sua importância e pretendem, a cada dia, melhorar ainda mais suas aulas.

2- “A Influência de Luiz Gonzaga na Música Popular Brasileira” (dia 26 às 15:00h.)

O folclorista Kildemir Dantas trará informações e curiosidades importantes para aqueles que gostam do rei do Baião e o quanto ele influenciou/influencia os cantores da nossa Música Popular Brasileira.

Aguardamos sua participação!
Veja a programação completa do V festival na pág. do CES http://www.ces.ufcg.edu.br/



domingo, 14 de agosto de 2011

Ser pai...

Ser pai é coisa complicada,
Tem que amar, comprar e vencer,
Dar carinho e convencer,
Convencer que o que se tem, é o que se tem.
Que as pessoas são assim mesmo,
Os adultos, são assim mesmo,
Às vezes não compreendem,
Nem mesmo a posição que se toma:
Como pai...
Ser pai, é uma grande responsabilidade...
Dispor num mundo de hoje, outra vida
(e agora tenho outro vindo aí).
Para enfrentar os dragões diários
Pena que tem pai que nem liga:
Que nem sabe...
Que nem vive o momento de ser pai.
“É uma grande responsabilidade”!...
E permanecer pai?
Dando exemplo, ensinando o correto?
Vivendo os momentos bons e ruins de todos os momentos?
Ser pai é além de tudo viver perto...
Tirar graveto de pé de cajueiro para fazer gancho de balieira pro menino.
Buscar espiga de milho a uma légua, pra menina fazer cabelo de boneca.
Brincar de "bolin-boca" (bolinhas de vidro) e quase quebrar o espinhaço.
Fazer, pipa, forninho de padaria, balanço, vestido de boneca, etc.
“Só” para ganhar o sorriso dos filhos...
Ser pai, às vezes, até ser mãe...
É também chamar a atenção,
Mas acima de tudo é amar e proteger.
Que em todos os dias possamos ser pais (e mães) mostrando senpre o melhor caminho da vida,
O caminho das letras, da honestidade.
Da igreja, por que não?
Criança é um maço de algodão cru,
Que se deve se tirar o caroços (os excessos), ser bem preparado (educadar), para seguir curso da vida (em paz).
Ser pai é complicado...
Porém maravilhoso...
Chegou minha filha
- Bença pai,
- Deus abençoe, Iara
- Vamos, pai... (agora me puxando)
Pronto...  tenho que sair...
Vou terminar o texto...
Tá vendo, como é ser pai... (muito bom)
Tenho que cuidar de minha filha agora...
Tchau...
Sim!
Feliz dia dos pais para todos! ...



Israel Araújo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

11 de agosto - Dia do estudante (3 textos para refletir)

Primeiro: ESTUDANTE  RICO E ESTUDANTE POBRE

Para apontar o lápis: o rico escolhe a cor do apontador, o pobre pede emprestado qualquer um.
Para chegar à escola: o rico é levado de veículo próprio (moto, carro), o pobre corre para perto do caminho para não perder o pau-de-arara.
Na hora do recreio: o rico abre a carteira e pensa sobre o que escolher para lanchar, o pobre sai antes de tocar para pegar o início da fila da comida do governo.
No tempo de frio: o rico tem calça quente e casaco padronizado, o pobre padroniza o revezamento entre irmãos o(s) casaco(s) que eles têm.
Na hora da prova de vestibular: o rico faz o que decorou, o pobre o que aprendeu (cada um com suas ressalvas)
Na inteligência: o rico tem conhecimento, o pobre também...
As diferenças são materiais: no intelectual somos todos iguais, claro com oportunidades diferentes.
Conheço rico pobre em educação e pobre, rico, PHD em educação
(Autor: Israel Araújo)

segundo: PEQUENA ORAÇÃO DO ESTUDANTE

Meu Deus estou aqui para lhe pedir umas coisinhas:
1º Para construir uma nova sala de aula (compartilhar com mais 49 colegas uma mesma sala é fogo...)
2º Para desistressar meu professor (chega correndo e sai voando para outra escola, consiga um aumentinho para ele ficar só conosco?)
3º Para construir o ginásio de nossa escola (não agüentamos mais levar sol na cabeça quando inventamos um mirim)
4º para nos dar paciência para irmos guardando, pois quando terminar o ensino médio parece que temos que agüentar uns três ou quatro anos sem entrar na universidade (a ficha cai somente após algumas desafios pós terceiro ano).
Assim Senhor, dê um toque aos político para pelo menos colocar no nosso currículo um ensino profissional ou pelo menos vê se a escola aprende a despertar nossos valores, digo isso, porque meu irmão falou que se ele tivesse compreendido antes o que queria na vida tudo, seria diferente: não estaria chorando pelo leite derramado.
Senhor, não sei qual leite é esse (de vaca, cabra, ou rosas), nem quem o derramou, mas se for necessário que eu o carregue, por favor mande alguém me ensinar direitinho o caminho para não derramá-lo, ok? Amém!
(Autor: Israel Araújo)

Terceiro: ALFABETO DO ESTUDANTE

Ame os estudos. Neles está parte do seu sucesso na vida.
Boas notas dependem de aplicação e amor aos estudos.
Crie o Bom hábito da leitura. Isso enriquece sua personalidade.
Desistir, nunca. As dificuldades não devem enfraquecer suas esperanças.
Evite críticas e promova a amizade e a união.
Faça seus talentos frutificarem. O Brasil precisa de você.
Guerra aos erros e maus hábitos: a vida é batalha onde a inteligência e a boa vontade podem triunfar.
Habitue-se a prestar atenção às aulas.
Insista no que vale a pena.
Julgue, analise, antes de falar e concluir.
Lembre-se: é você que deve aprender a resolver seus problemas.
Método nos seus trabalhos. A bagunça é inimiga da perfeição.
Não estude só para a escola, mas para a vida.
Ouça antes a opinião dos outros, sem interromper, e depois dê a sua.
Procure entender e assimilar mais do que decorar.
Querer é poder. Quem se esforça consegue.
Renove seu entusiasmo, suas energias, pensando no seu ideal.
Sabedoria é dom de Deus, e ele a concede a quem procura.
Tenha paciência e perseverança. Muitas coisas se resolvem com o tempo.
Uma andorinha só não faz verão: você precisa dos outros, os outros de você.
Vale mais conhecer nossas fraquezas e pedir auxílio aos mestres e colegas do que persistir no erro.
X.Y. A vida é uma incógnita que você deve ir descobrindo e resolvendo dia-a-dia. Zele pela realização do seu ideal: isso é a sua felicidade.
(Autor: Desconhecido)

Informações sobre o dia do aluno

Origem:

No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.
Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.

Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Palhaço, poema de Dinamérico Soares musicalizado

Hoje relendo a poesia Palhaço de Dinamérico Soares, lembrei de uma interpretação magnífica desse poema, do meu amigo Danilo, rapaz de Jaçanã-RN, voluntário do museu, aluno da UFCG de Cuité, o qual participou conosco da semana do poeta no mês de outubro de 2010, no Museu do Homem do Curimataú, ele nos presenteou com a musicalização desse poema. Posto abaixo o vídeo:



Danilo, merece uma grande salva de palmas, conseguiu transmitir, na minha opinião, com muito talento, aquilo que a letra do poeta faz dizer.


O autor Dinamérico Soares foi (e permanece sendo) um dos principais poetas de nossa região, para ele, o MHC disponibilizou o nome e espaço da biblioteca do museu, bem como, sua história contada através de um documentário já disponível no you tube, acesse também, no site do MHC

Israel Araújo

Vídeo arquivo: Maria José
Foto http://bloggcarsantos.blogspot.com/2011/01/vida-de-dinamerico.html

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Olho D' Água: Patrimônio, História e Suas Possibilidades (sem ponto final)


(Foto 2005)

O Olho D’ Água foi lugar de habitação indígena, (índios Tarairiús), possui caverna e letreiro que instiga pesquisadores a desvendarem seus segredos. “Marco Zero” da árvore genealógica cuiteense, iniciada por D. Maria, vinda de Acari, a qual que fixou residência nas proximidades desse lugar, forma a base da maioria das famílias cuiteenses, bem como, segundo Pe. Luis Santiago:

"Contam os mais velhos que um senhor afortunado de Bananeiras , avistando as serras da Canastra e Bom bocadinho, chegou até aí, a título de caçada, acompanhado de dois filhos, donde avistaram uma verde vegetação serrana, ornamentada por altaneiros jatobás, baraúnas,coitezeiros, etc. Compreenderam então estar diante de uma grande serra. Aproximaram-se e descobriram um formidável Olho d`água, assim chamado pelo gentio Cuité. O afortunado senhor de Bananeiras, tornando à sua casa, tratou logo de levar a notícia do seu achado ao Provedor-mor".


(Década de 1930)

Construído suas primeiras instalações na década de 1930, pelo Pe. Luis Santiago, era lugar de abastecimento de água da comunidade cuiteense, a qual descia suas ladeiras em busca de saciar a sede, lavar roupas e/ou tomar banho. Lendas e crenças ainda fazem parte de sua história, muitas pessoas acreditam na cura de doenças respiratórias durante sessões de banho matinal. Possui a lenda que conta história de um índio que recebeu a visita de uma princesa e apaixonado, mas sem poder desposá-la, matou-a, sepultando-a em uma caverna, logo em seguida matou-se na certeza de que com ela se encontraria no além (ver texto completo).
(Foto 2007)

O terreno do Olho D Água fora palco nas décadas de 1990 e 2000 da Paixão de Cristo, que juntava neste espaço mais de 4.000 espectadores, hoje faz parte dos terrenos que foram doados a Universidade Federal de Campina Grade Campus Cuité, sendo agora reserva florestal. Aguarda o retorno deste evento que tanto divulgou o município na Paraíba e em outros Estados, bem com, a visita da população que tanto se serviu de suas águas e beleza.

É um ótimo ponto de trilha turística e espaço de aula prática. Atualmente a UFCG executa a ação de revitalização do Olho D Água, que faz parte do projeto Horto Florestal o qual tem o objetivo de preservar a fauna, flora e a memória social deste espaço.

(Foto 2005)

Olho D'Água da Bica: Patrimônio Histórico Cuiteense!

Abaixo, um pequeno texto para trabalhar em sala de aula, da história do Olho D´Água a partir de memórias daquele lugar: Texto indicado para ser dramatizado com bonecos de fantoches para alunos do Ensino Fundamental I.



Título: Histórias do Olho D´Água:

Estrutura de encenação:
Narrador: um colaborador fantasiado da figura infantil
Bonecos: Sapo, água, índio, vovô e criança
Trilha: CD, o narrador cantando ou atores em off.

Início:

Narrador:
Bom dia meninada
Tão gostando do passeio?
Eu sou um pouco feio
Não se assombrem não
Sou narrador de histórias
Que aconteceram aqui
Se preparem para ouvir
Pois vou começar a falação

A história do Olho Dágua
Demonstra o egoísmo do homem
Água limpa não se consome
Pois a limpeza se acabou
O lixo tomou conta de tudo
O plástico, o vidro, o papel
Só não mudaram a cor do céu
Porque ali não se alcançou

Vou chamar alguns colegas
Primeiro o meu amigo sapo
Ele é muito bom de papo
Sua família desde sempre aqui mora
E nesse cara eu acredito
Pois ele não é de mentira
E é por ele que começa a fila
Dos contadores dessa história

Trilha: o sapo entra cantarolando (o sapo não lava o pé...)

Olha para as crianças e dá boas vindas (oi criançada!) e começa:

Sapo:
Eu quando era pequeno
Um gerininho assim
Mamãe falou pra mim
Que aqui ela diferente
Tinha, índio, capim, juá
Mas, chegou gente de pele branca
E começou-se a matança
Da vida desse lugar

A água era bem limpinha
Fazia gosto beber
Eu nem se tinha o que fazer
Pois a paz era imensa
Mas, o bicho homem endoidô
E começou a fazer besteira
E até o lixo da feira
Jogou aqui sem diferença (pega com a boca, pelo cadaço, um tênis velho e sai tristonho)

Narrador:
Testemunha tem mais de cem
Cobra, besouro, embuá
Marimbondo, arapuá
Todos daqui se lembram
Dos anos de ouro dessa mata
Um paraíso e lugar de beleza
Uma grande fortaleza
Muita água e comida farta

Vou chamar mais um aqui
Pra dizer a sua história
Do que ficou na memória
Vestígios desse lugar
Chamo agora a senhora água
Pra dizer da sua luta
Que é sair daquela gruta
Limpa, boa pra se tomar

Trilha: chuá, chuá (som de águas)

Água:
Com um milagre se parece
Minha saída daquela pedra
Pra depois correr sem rédea
Por esse mundo a se perder
Mas a qualidade que eu tinha
Com o tempo se acabou
Minha acidez aumentou
Não sei mais o que fazer

Cortaram minhas arvores parceiras
Sujaram minhas veias de água
Sobraram somente máguas
Do tempo que vivia a correr
Queria que dissessem a todos
Criançadas que aqui estão
Que por favor e compaixão
Me ajudem a sobreviver (pega com a boca um placa com o dizer "diga não a polição")

Trilha música: terra planeta água (a frase do refrão uma vez)

Narrador:
A situação não está prá brincadeira
O homem devasta seu quintal
Quando estiver tudo no final
É que ele vai se arrepender
Mas, para podermos mudar
E sair dessa situação
Eu chamo com emoção
Minha turma do poder

Cont. Narrador:
Quem quer participar da turma do poder? Então...

(inicia uma trilha de filme de ação eentra o índio)

Índio:
Quem tem poder aqui?
Tô precisando de ajuda
Pra decifrar daquela gruta
As inscrições do feiticeiro
Pois o índio pai ali escreveu
Os sinais da felicidade
Mas já to com essa idade
E num saí do nome primeiro

Do primeiro nome eu digo
Da inscrição ali em cima
Que faz viver a menina
Que ali se enterrou
Foi o índio mais forte
Que nasceu nesse lugar
Mais não pode se casar
E por isso ali ele a fechou

Só por que era doutra tribo
Aquela princesa paixão
O pajé não deu permissão
Para os dois se casar
O índio teve dúvida
Pensou numa saída
E entregou a sua vida
Para no céu se encontrar

Mas digo outra coisa

Não deixe morrer a floresta
Por que pra tudo ela presta
Trabalhar, correr, brincar
Esse índio, não queria o dinheiro
Dessa princesa de fora
Nem queria ir embora
Queria viver e aqui ficar

Narrador:
Vamos plantar uma árvore
Jogar lixo no lixo
Ação sem tempo fixo
Contínua, pra se pensar
Vamos juntar as escolas
Chame o vizinho, um colega
Não vamos mais dar trégua
Não deixe a corrente quebrar

Narrador:
Chamo agora o seu Joca
Morador daqui de perto
Que tinha banho certo
Todo dia nesse lugar
E ele trazia o seu neto
Pra conservar a tradição
Descia de tolha na mão
Pro resfriado se curar

Vovô: Vamos meu netinho
Já passa das cinco
Marquei com seu Felinto
E num posso me atrasar
Num sabe que mais nunca ele foi
Eu tem que colocar a conversa dia
Vamos senão dá meio-dia
E num sei se o tempo vai dá

Criança: Mas vovô, assim tão cedo...

A frieza tão grande!
Menino não espante
Pois um dia vai ser você
Ta bom vovô o senhor ganhou
Vou fazer esse sacrifício
Pois sei que Lá é tão bonito
Que nunca quero esquecer

Narrador:
Vocês viram essa estória
De pedaços de lembranças
E a vontade de fazer
Fazer desse lugar de vida
Um grande e bonito horto
Deixando de ser “morto”
Para um espaço bom para viver

Vamos plantar uma árvore
Jogar lixo no lixo
Ação sem tem fixo
Contínua, prá se pensar
Vamos juntar as escolas
Dar um fim bonito a essa estória
Prá se puxar da memória
Coisas boas desse lugar


Apresentado como teatro de fantoches na trilha do saber, organizada pelo Prof. Carlos do Curso de Biologia da UFCG/Cuité, no festival de inverno 2010, em frente aos banheiros do Olho D’ Água.


Israel Araújo

Referências:
Fotos: http://www.amigodecuite.net/
          Arquivo Museu do Homem do Curimataú, rua 15 de Novembro, Cuité-PB
Fonte:

PEREIRA, José Sobrinho; Cuité Terra Nossa; Cuité-PB; Fênix.
SANTIAGO PE. L. S.; Serra do Cuité, sua história, seus progressos e suas possibilidades; João Pessoa-PB; oficina geral d’a imprensa – João Pessoa; 1936.